Cuidados para viajar com seu Cãozinho

Seu bichinho de estimação passa o ano todo a seu lado e, quando chega o período de férias, você fica em dúvida sobre o que fazer com ele enquanto viaja. Uma opção é levá-lo junto. Para isso, antes de tudo, é preciso definir o meio de transporte que será utilizado (carro, avião ou ônibus). 

 

Depois, deve providencia o tipo de acessório de segurança. Por exemplo, em viagens de automóvel é possível escolher entre cintos de segurança próprio para animais, assentos adaptados e caixas de transporte para bichos de todos os tamanhos. “As caixas devem ter um tamanho que permita o cão girar dentro dela”, orienta Leriel Gaio, proprietário do Cãozinho Curitiba (www.caozinhocuritiba.com.br), o maior portal de filhotes do sul do país.

A partir do final de fevereiro de 2014, todos os cães que forem viajar poderão ter um passaporte, que será fornecido gratuitamente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e deverá ser solicitado nas Unidades do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), em portos, aeroportos, postos de fronteira e aduanas especiais. Para obter o documento, o cãozinho deverá ter microchip, que o próprio dono deve providenciar a implantação, e um atestado de saúde e carteira de vacinação atualizada. “Para viagens internacionais, os proprietários ainda precisa se atentar as regras de cada país”, aponta Gaio.

No avião

Quem viaja de avião, precisa se informar com a companhia aérea sobre as regras de transporte de animais, pois cada uma tem uma política diferente para esse tipo de situação. Algumas permitem que o pet viaje na caixa apropriada, no assento ao lado do dono; outras exigem que a caixa fique no bagageiro.

De qualquer forma, é preciso que o pet esteja com as vacinas em dia, o que será comprovado mediante a apresentação da carteira de vacinação. “Também é preciso providenciar a Guia de Transporte Animal (GTA), que é um atestado assinado por um veterinário, garantindo que o animal está apto a viajar”, explica de Leriel Gaio.

Mas, atenção, a GTA tem validade de apenas cinco dias. Se o período de viagem for maior, será preciso outra guia para o retorno.

Em viagens mais longas, como as internacionais, nas quais o cão vai no bagageiro, Leriel Gaio recomenda sedá-lo para evitar o estresse e os enjoos. O mesmo recurso pode ser usado em viagens de carro ou ônibus, com o conhecido Dramin.

O empresário não recomenda viagens em bagageiros de avião para os cães da raça Bulldog. “Por terem o focinho achatado, eles têm mais problemas respiratórios, principalmente os adultos”, explica.

No ônibus

Cachorros de pequeno porte são permitidos em viagens de ônibus intermunicipais e interestaduais, mas é preciso verificar com cada empresa, pois nem todas aceitam. “E assim como nas viagens de avião, o pet aqui também precisa estar com a carteira de vacinação atualizada e, para algumas empresas, possuir o Guia de Transporte Animal (GTA)”, observa Gaio.

Geralmente, o cachorro pode ir dentro do ônibus. Mas é necessário que esteja em uma caixa de transporte adequada e próxima ao dono - no chão ou banco ao lado. “Algumas empresas cobram uma passagem extra. Mas em qualquer caso, se algum outro passageiro sentir-se incomodado, o cãozinho deverá ir no bagageiro”, aponta Gaio. Caso existam paradas na viagem, o cachorro poderá ser retirado da caixa para passear.

No carro

Para quem viaja de carro, a recomendação de Gaio é manter o ambiente arejado, mas evitar deixar o pet na janela porque o vento pode secar os olhos e causar infecção nos ouvidos. Também é importante fazer paradas a cada duas horas para que o animal beba água, faça xixi e estique as patinhas também são importantes. “Lembrar de dar água é fundamental, caso contrário, os bichos podem chegar desidratados ao local de destino”, ressalta Leriel Gaio.